Gerenciamento de Crises
O curso de Gerenciamento de crises para policiais é um programa de treinamento que tem como objetivo capacitar os policiais para lidar com situações de crise de forma segura, eficiente e responsável.
Fornecendo as técnicas e estratégias para lidar com diferentes tipos de crises, como sequestros, rebeliões em presídios, atentados terroristas e entre outras situações que exigem uma resposta rápida e eficaz por parte da polícia civil.
O site tem como objetivo fornecer material de estudo complementar ao curso.
O gerenciamento de crises refere-se à abordagem estratégica que as policiaias utilizam para lidar com situações de emergência que envolvem ameaças à segurança pública, tais como terrorismo, tiroteios em massa, a extorsão mediante sequestro, rebelião em penitenciárias, suicidas e a tomada de reféns.
O objetivo do gerenciamento de crises é minimizar os danos e proteger a vida e a propriedade dos cidadãos, dos policiais e dos agressores envolvidos na crise. Para isso, a polícia emprega uma série de táticas e técnicas especializadas, incluindo negociação, táticas de entrada, resgate, uso de equipamentos de proteção e de armamento, entre outras.
O gerenciamento de crises geralmente envolve a coordenação entre várias agências e departamentos, como unidades especializadas de resposta a crises, equipes táticas, serviços de emergência médica, equipes de gerenciamento de crises de empresas. É essencial que essas entidades trabalhem juntas de maneira eficaz e coordenada para garantir a segurança e minimizar os danos em situações de crise.
Os policiais que são responsáveis pelo gerenciamento de crises devem passar por um treinamento especializado em técnicas de negociação, estratégias de resposta a emergências e uso adequado de equipamentos de proteção e armamento. A preparação para o gerenciamento de crises é crucial para garantir que os policiais possam responder rapidamente e com eficácia quando ocorrer uma crise, minimizando assim os danos e protegendo a vida das pessoas envolvidas.
Resumo
Este artigo tem como objetivo discutir a questão da espetacularização da vida, a partir do manejo jurídico-legal das chamadas ocorrências policiais com tomada de reféns no contexto do Rio de Janeiro, oriundas de conflitos sociais, tais como: assaltos frustrados, incidentes domésticos, dentre outros que venham a resultar em ameaça contra a vida humana. Comumente, quando gerados, tais eventos são conduzidos pela força policial estadual, mais especificamente pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE). Discutiremos tais fatos tomando por base, principalmente, as contribuições teóricas de Michel Foucault, Guy Debord e Hanna Arendt. Por fim, o conteúdo exposto neste trabalho baseia-se na minha experiência anterior como psicóloga do BOPE, tendo acompanhado, por cinco anos consecutivos, a execução de várias dessas situações em tempo real.